O Banco Mundial acaba de quebrar uma barreira e anuncia que abriu seus dados. Ou quase, na verdade abriu só uma fresta! Mas é de fato o ano do Open Data, como já afirmou Tim Berners-Lee, diretor do W3C.
Durante o evento Web4Dev, em Brasília, mês passado, já havia me posicionado sobre o quanto as organizações multilaterais não lidam com dados abertos. Veja o vídeo “Como as estratégias para a web e políticas de gestão das organizações exercem impacto sobre seus objetivos de desenvolvimento”. Dentro do princípio de uma web para todos, seria fundamental que não só governos abrissem seus dados, mas também as organizações como ONU, UNESCO, OMS e tantas outras que coletam e armazenam uma quantidade imensa de informações e só as disponibilizam em formato não re-utilizável.
Segundo a nota do Banco, um novo website foi criado http://data.worldbank.org/ e o catálogo de dados já disponibiliza mais de 2 mil indicadores em diversos campos de pesquisa do Banco Mundial. O site está bem claro e estimulante. Mas ainda falta avançar para a disponiblização de dados em formato aberto, como RDF. Por enquanto há tabelas em Excel e CSV, o que não é propriamente uma abertura, mas uma fresta promissora.
O Banco Mundial também anuncia que em breve vai lançar um concurso para re-utilização de seus dados (Global Apps for Development Competition).
Essa notícia vai impulsionar outras instituições a fazerem o mesmo, inclusive as governamentais. As pessoas estão interessadas no conteúdo das páginas, e não somente em visualizar o conteúdo. É necessário que ele esteja disponível em formato acessível para que os interessados possam prover novos significados e sentidos para os dados. Assim, a pesquisa e a inovação serão estimuladas.
Mais informações sobre essa notícia pode ser encontrada em http://bit.ly/9HyMav e em http://bit.ly/a2OJCp